Tratamento de Esgoto – procesos e etapas do tratamento do esgoto



Antes que a água seja oferecida para o uso das pessoas, ela deve passar por algumas fases de purificação, ou seja, o tratamento de esgoto. Geralmente, o próprio rio combate boa parte das substancias que são despejadas em seu curso pelos esgotos. O problema é que o processo natural leva muito tempo e como as grandes cidades produzem quantidades colossais de esgoto sanitário, a natureza acaba não dando conta de tanta sujeira. É por isso que as estações de tratamento agem de maneira bem mais rápida e dinâmica, fazendo o tratamento do esgoto. O processo utilizado no Brasil segue os padrões ingleses.

Tanque onde ocorre o tratamento de esgoto em uma estação

Tanque onde ocorre o tratamento de esgoto em uma estação

Como é feito  tratamento do esgoto residencial

Inicialmente, o tratamento de esgoto é feito nas residências, sendo o primeiro passo do processo a própria deposição do esgoto nas fossas sépticas residenciais. O esgoto passa por um processo de decantação das impurezas e parte do processo de processamento biológico ocorre ali, cerca de 30% do processo. Como parte da matéria se deposita nas fossas na forma de lodo, é necessária a limpeza periódica através de um serviço de limpeza de fossa. A seguir o esgoto vai a rede pública de esgoto cloacal para ser tratado.

O tratamento de esgoto também pode ocorrer através de uma fossa ecológica ou mesmo de valas de infiltração, que são métodos aceitos de tratamento de esgoto no país.

Tratamento de esgoto cloacal

São necessárias ao menos cinco etapas no tratamento de esgoto que será devolvida ao ambiente. Elas incluem desde barrar a maior parte do lixo sólido (o que se pode ver a olho nu) até as impurezas que não são vistas claramente.

Após a retenção do material pesado (sucata, madeira, garrafas pet) através de duas grades, a água passa a uma tubulação maior, onde passará pela fase conhecida como “desarenação”.

Na desarenação, a terra (areia) é retirada da água, através de um tubo que joga ar sobre a água, fazendo com que as partículas girem e se depositem no fundo.

Na decantação primária, os pequenos grãos e dejetos são eliminados ao se depositarem no fundo dos decantadores. O que se forma no fundo é o “lodo” que é encaminhado para outros sistemas de tratamento, onde mais tarde poderá ser usado como gerador de energia ou adubo.

A água segue então para o contato com bactérias diversas, no tanque de aeração. Ele recebe esse nome, pois há um tubo que injeta microbolhas de ar nas partículas da água, ativando os micro-organismos responsáveis de se alimentar da matéria orgânica do esgoto. É nesse ponto que a estação de tratamento vence o tempo natural, já que esse processo demanda muito mais tempo na natureza.

Após essa fase de aeração, a água está quase limpa, então segue para a decantação secundária. São tanques maiores com hélices giratórias que separam o micro-organismos que ainda restaram da outra fase, eliminando-os da água em tratamento e mandando-os de volta ao tanque de aeração.

É essa água tratada que será devolvida ao ambiente e enviada para o uso de milhares de pessoas.

Gráfico esquemático do tratamento de esgoto

Gráfico esquemático do tratamento de esgoto

Processos finais do tratamento

No caso de água potável (para consumo) outras etapas também são feitas para garantir que o liquido possa ser ingerido. Essas etapas incluem desinfecção (cloração para eliminar germes nocivos à saúde humana), fluoretação (adição de fluossilicato de sódio em dosagens adequadas) e ainda a correção de ph (quando há a adição de carbonato de sódio leve).

Ainda assim, sempre se recomenda ferver e filtrar a água que será utilizada para cozimento de alimentos e para ingestão.

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